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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O motivo acabou agora...

Este é o motivo porque há menos de 24 horas ainda não parei para tomar café, como rápido, despacho os telefonemas, despacho o trabalho, desligo a TV... Acabou agorinha mesmo. Ainda me sinto tonta pela vida desta moça que foi fuzilada com 25 anos, da história, da leitura que me sugou a energia.
Um livro a ler. Uma vida a reter.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O amor não morreu, apenas mudou de mão

Vinda de uma semana de praia reflicto (ainda sem o novo acordo ortográfico) sobre o amor. Em dez anos que para aquela praia vou, assisti a um namoro efusivo, seguido de um não menos efusivo casamento que resultou num efusivo filho, de um casal que apenas via nas férias. Nem o nome sei deles, mas o olhar, a forma, o jeito como o rapaz tratava a rapariga, prenderam-me a atenção durante anos e anos. Ele era um misto de romântico com super-homem: tratava dela com mestria,amor, atenção e defendia-a de todos os males que podiam acontecer como por exemplo uma onda maior, uns oculos espetados na areia and so one. Sendo um rapaz novo, nunca teve vergonha dos seus gestos tão belos para com ela. Achei que os iria ver envelhecer juntos até que um dia vi-o só com o filho e sem a grande e amarela aliança no dedo. Passou as férias a cuidar do puto e a mergulhar no seu Ipod. A ela nunca mais a vi. Passaram-se uns três anos. Achei que o amor tinha morrido mas este ano ele apareceu com uma nova mulher juntamente com o seu filho já bem grande. Olhei com atenção e vi-o a ter para com seu novo amor, o mesmo cuidado que sempre lhe vi com a outra mulher. A mesma atenção, a mesma dedicação e os mesmos gestos. Fiquei feliz. O amor não morreu, apenas mudou de mão.

domingo, 15 de agosto de 2010

E é um elogio?

Um tipo disse-me:« a tua inteligência é tanta que uma conversa contigo vale logo metade de uma queca.» Metade? Uma queca boa ou nem por isso? Há elogios que desconfortam mais do que acalentam.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Quotas!

A malta de quando em vez gosta de falar das quotas para a paridade. Tudo bem. Por mim, tudo excelente. Mas acho que estão a pegar no assunto pelo lado errado. Eu acho que deveria haver quotas, mas não para tentar equilibrar o número de mulheres no parlamento, mas sim os boys e girls. Explico-me: sabidos que estamos que os partidos, cada vez mais, são constituidos por meninos e meninas que fazem um percurso dentro dos partidos, mas fora da sociedade que os rodeia, na altura de se fazer as listas de candidatos a deputados os partidos deveriam ser obrigados a colocarem por cada boy ou girl um homem ou mulher que REALMENTE vivesse e pensasse a sociedade em que se insere. Algo me diz que bastava isso para que o universo político melhorasse e por consequência o país.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fartinha das não-notícias

Vamos lá ver se nos entendemos: qualquer pessoa que seja militante de qualquer partido sabe, a não ser que ignore os estatutos, que se candidatar contra o seu próprio partido o mais certo é ser expulso do mesmo. Se quer concorrer como independente, pede a suspenção da sua militancia. Simples, certo? A que é que se chama a isto? Regras. Se eu fui capaz de resumir isto em quatro breves linhas, alguém é capaz de me explicar porque é que na TV, ontem à noite, só havia debates e mais debates de horas e mais horas com direito a politólogos e ao Narciso Miranda in loco para falar deste assunto?

Cinderela ao contrário

Aqui vou eu, com os dias a transformarem-me, lentamente numa abóbora.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Medalhada, eu?!

Lá no sítio onde trabalho deram-me uma medalha. Não uma medalha pelo esforço. Não uma medalha por bons serviços. Não uma medalha por assiduidade. Não uma medalha por levar a cabo trabalhos premiados. Não uma medalha por ser uma funcionária responsável, mas sim porque já lá estou há 10 anos. Ou seja, estivesse dez anos a coçar as virilhas, teria ganho na mesma. Ontem, nas arrumações no meu caótico escritorio encontrei-a. Resultado: lixo, sem dó nem piedade.