sábado, 3 de março de 2012
complicar o que é simples.
Tenho sempre receio do que é simples. Sempre. Por norma, ninguém que se me apresenta simples o é; nada que parece simples, é; e que me lembre, aquilo que se me deparava simples veio-o a tornar-se em algo complicado. E por causa deste historial, por causa da minha fobia ao que é simples, torci o nariz quando o meu irmão me disse para eu fazer uma dourada ao sal que era coisa muito 'simples'. Duvidei, mas pensei que algo que apenas leva dourada e sal não tinha muito por onde correr mal. Mas correu. Quando saiu do forno, a camada de sal superior ao sair levantou a pele da dourada e no lombo branquinho e lindo caiu sal que a tornou impossível de comer. Acabamos a noite a comer o meu fantástico feijão verde salteado com amêndoas que leva mil voltas mas sai-me sempre bem, as batatas salteadas com alho e alecrim que estavam maravilhosas e um bom vinhinho tinto 'terra a terra'. Não fui feita para coisas e pessoas simples, não fui, e assim de uma assentada justifico toda a complicação de que minha vida é feita.
sexta-feira, 2 de março de 2012
um livro para todos os dias
A minha chefe chamou-me ao seu gabinete e deu-me este livro:
e disse:
- Dou-lhe este livro porque bem poderia ter sido escrito por si.
E foi assim que olhei para ela e me comovi. Não lhe vi nenhum defeito, nenhum. Achei-a perfeita, perfeita. Quis que fosse minha chefe para sempre e sempre. E se me mandasse trabalhar mais e mais, manhã, tarde e noite, fins de semana inclusive, assim o fazia. Sou fraca, dizem vocês e eu respondo: muito, muito fraca quando me afagam o sentimento.
e disse:
- Dou-lhe este livro porque bem poderia ter sido escrito por si.
E foi assim que olhei para ela e me comovi. Não lhe vi nenhum defeito, nenhum. Achei-a perfeita, perfeita. Quis que fosse minha chefe para sempre e sempre. E se me mandasse trabalhar mais e mais, manhã, tarde e noite, fins de semana inclusive, assim o fazia. Sou fraca, dizem vocês e eu respondo: muito, muito fraca quando me afagam o sentimento.
Queixo-me, mas nem me devia queixar
Ontem, quando cheguei ao sítio da exposição, vi meu coração rebolar pelo
chão quando o A. me ofereceu um quadro (o meu favorito) por ter escrito o texto
para o seu catálogo. Fiquei siderada. Calada e apenas o abracei e lhe agradeci,
com as lágrimas nos olhos. No fim da exposição terei em minha casa um quadro
onde o desenho de uma janela me deixa ver o casario de Lisboa. Há naquele
quadro qualquer coisa de mágico: porque nos levita. E agora é meu. Quando me
vim embora, olhei para ele, na parede, no meio dos outros seus irmãos e
disse-lhe baixinho: porta-te bem, um dia destes venho-te buscar.
E hoje, até me podem oferecer mundos e fundos pelo quadro, não o vendo porque é de um valor inestimável.
Obrigada A, obrigada.
E hoje, até me podem oferecer mundos e fundos pelo quadro, não o vendo porque é de um valor inestimável.
Obrigada A, obrigada.
trabalhadores felizes
Hoje trouxe a minha filha para o trabalho. A produtividade caiu a zero mas a alegria subiu para estratos muito altos.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Johnny Cash - I see a darkness
Adoro, adoro, adoro a letra a musica, o tom, o que me oferece e até o que me retira. Gosto tanto. E o refrão mexe e remexe-me as entranhas.
O catálogo de arte
É hoje. Hoje é a inauguração da exposição que tem um catálogo que tem o meu
texto. Excitada, é como estou. Apenas (?) isto: excitada.
Amanhã estarei melhor
Hoje, quando saí de casa, dei por mim a sorrir. No momento em que a minha
vida profissional está no mais profundo buraco, o meu canteiro, as minhas
plantas, a salsa e a hortelã, bem como os coentros estão mais viçosos do que
nunca. Como se houvesse um equilíbrio, mesmo que ténue, na minha vida. Como que
a dizer-me: pode parecer, mas enquanto cá andamos nem tudo está perdido (tétrico,
mas hoje esta é a minha palavra)
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