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quarta-feira, 28 de março de 2012

Salário Emocional parte 3

Esta coisa do salario emocional tomou conta da minha vida. Agora tenho de fazer um trabalho sobre esta temática. Por isso, maltinha do meu coração, em jeito de TPC, se souberem alguma coisa sobre esta temática que achem que eu deva ser detentora, mandem mails, please. Ou seja, a proposta que vos faço é: enquanto eu vagueio o meu real traseiro por Praga, vocês pesquisam para mim. Boa?
O mail é fridesca@gmail.com.

inté

Adeus

Pois bem. Vou ali a  Praga e já venho e até lá, a não ser que encontre quiosques de internet baratinhos, não me apanham por estas bandas. Tenho dois cartões gigantes para encher de fotografias lindas (espero não me esquecer de olhar só com a  gana de um clique), tenho palacios para visitar, restaurantes para degustar, cerveja para saborear, ruas para calcorrear e toda uma cidade para olhar. Por isso, vou e o mais provavel é encontrarmo-nos, de novo, se eu merecer a espera, daqui a 6 dias.

expresso da meia noite


Ontem revi este filme de 1978. Lembro-me de o ter visto há muito tempo atrás. E sei o que já nessa altura ele me disse. Ontem revi-o e voltou aquela sensação de nó na garganta. A história é baseada em fatos verídicos (embora muita polémica exista à volta desta veracidade) e retrata um período de vida de um jovem americano que estando de ferias da Turquia lembra-se de querer levar para os EUA haxixe. É um jovem, de boas famílias, com uma namorada maravilhosa, ou seja, um jovem estável, portanto. É apanhado no aeroporto e passa anos numa prisão turca degradante, com polícias que os tratam sem qualquer dignidade e num dia a dia onde têm de aprender a sobreviver. É violentado, espezinhado e vive sem direitos. Na verdade, o miolo não interessa para aqui, o que interessa é como, por vezes, a falta de misericórdia, de compaixão, de amor pode transformar um ser num pedaço desumado de raiva e ódio. A prisão não o fez apenas arrepender-se de ter tentado levar haxixe para o seu país de origem, a prisão fez com que deixasse de ser alguém, de ser um filho, um namorado, um irmão, um amigo, deixou de ser um humano.

Como podem os meios de repreensão utilizados pela sociedade funcionarem ao contrário? Qual o intuito de transformar humanos que erraram em gente sem valor humano? Não sei... apenas reflito.

Ora bem...

Amanhã, por esta hora, estarei em Munique. Por lá ficarei durante 5 horas. Creio que o aeroporto de Munique seja grande. Não é tudo grande na Alemanha? Assim, vai ser como estar num grande centro comercial, com tempo para ver e comprar coisinhas fofas. Este é o meu espirito. Recuso que uma escala manche de desprazer a viagem. Se bem que demorar nove horas daqui a Praga possa parecer que vá por Tóquio...

Epah!!!

Fui à farmácia comprar um creme de rosto. E a senhora, que suponho perita nestas coisas de cremes, pergunta:

 - Você tem trinta e poucos anos, certo?

Não sei como não lhe dei um beijo na boca, não sei.

terça-feira, 27 de março de 2012

TOUS do meu coração

Tenho paixão pelas peças da TOUS. Nos meus anos recebi uns lindos brincos que raramente os tiro. Gosto muito da suavidade das peças em especial as de prata. Mas da mesma forma que gosto de algumas peças, consigo detestar todas as que tem o urso, símbolo da TOUS, em grande plano. Não me imagino com ursos nas orelhas, ou no pescoço ou mesmo nos pulsos. Quem gostar deles que os carregue. E assim deambulo entre umas que amo e outras que odeio. Hoje, para agudizar a minha tristeza de não ter subsídios, recebi um mail da TOUS (sim, eles escrevem-me com frequência a picar o meu lado consumista) com um anel e uma pulseira com uma menina. Fiquei louca. Fiquei siderada. E queria mesmo é que estas peças viessem viver para o meu lar. E logo eu que sou atreita a andar com os filhos pendurados nas pulseiras ou pescoço. Mas por estes abria uma exceção. Mas tenho de relevar. Esquecer. Remeter para décimo sexto plano que a carreira profissional lenta com que a minha pessoa tem estado a  conviver não se adequa a estes faits divers.



bimba mas com muito gosto


Eu e a E começamos o dia a ver que tempo está em Praga, como se já lá estivéssemos. E vemos que tempo vai estar quando lá estivermos. E vemos que tempo estará cá quando estivermos em Praga, para sabermos o que os nossos vão suportar. Para compararmos. Depois decidimos e mudamos e confirmamos e alteramos a mala. Casaco mais quente ou mais leve? Leggings com meias por dentro? Botas ou ténis? E mala ou mochila? Quem leva secador de cabelo? E ela diz que não posso esquecer-me dos meus quilos de medicamentos. E eu digo-lhe que não, que não esqueço. E ela quer comprar barrinhas de cereais. Pergunta dos que gosto. É-me indiferente. Tiramos fotos aos nossos filhos com o telemóvel para os levarmos perto de nós. Vamos deambulando naquilo que é a pré-viagem. Isto já é parte do gozo. Quem há muito não faz uma viagem fica neste frenesim difícil de outros suportarem. Parecemos um tanto ou quanto bimbas. E se calhar somos. Somos umas bimbas felizes ante a expectativa de uma viagem que acalentamos há muito. Somos bimbas na nossa felicidade. E acima de tudo, somos umas bimbas que estão de bem com a vida. Cada vez há menos bimbas como nós.