Páginas

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Festa de Natal da minha filha


A miúda até podia chegar ao palco e não fazer absolutamente nada que não fosse respirar que eu iria achar o máximo, mas a verdade é que imbuiu-se do espirito de senhora consumista e bateu o pé, deu a mão, sorriu e encantou. No fim desatou a chorar. Uma diva, portanto.


Muito orgulhosa que estou!





segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Natal

‘Um dia, quando a vida te entrar nos ossos, vais deixar de gostar assim, dessa forma infantil, do Natal’.


Foi para mim que esta frase foi proferida. Foi numa outra vida, num outro inverno, quase me parece numa outra galáxia. A vida já me entrou nos ossos e a verdade é que gosto menos do Natal, mas o que gosto é ainda de uma forma infantil. Esta é a melhor maneira de se gostar do Natal: através dos olhos da minha filha. 


sábado, 13 de dezembro de 2014

As manhãs de sábado

Se me perguntarem o que mais aprecio nestas manhãs de fim-de-semana digo, sem pensar, que é acordar com a minha filha a entrar na minha cama a arrastar a sua almofada e a dizer-me: mãe, eu só vim aqui para que não sintas medo!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Das minhas leituras (quando o simples é bom)


«O primeiro poema que escrevi era sobre uma cerejeira. Felizmente perdeu-se para sempre. Usei o papel em que o escrevi para embrulhar umas quantas cerejas que ofereci a uma rapariga. Ela fez brincos de princesa com as cerejas mas nunca me deu um beijo. Perdi a rapariga e o poema. A cerejeira ainda lá está».

 

Tiago Rodrigues in ‘uma cerejeira num café’ (J.L)
 
 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

das nossas descobertas


Hoje, ao tomar o pequeno-almoço na minha varanda da casa onde vivo há mais de oito anos, reparei que de um certo ponto se vê a ponte de Abril. Fiquei espantada. Não por se avistar a ponte mas por só agora me aperceber de tal. É como a vida, às vezes só num determinado dia, numa certa hora e num caprichoso segundo descobrimos o que afinal sempre esteve dentro de nós.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Declarações de amor do cinema


Nick Cave em '20.000 dias na terra' faz a mais bela, eloquente, romântica, arrasadora declaração de amor da história de cinema à sua mulher. Poder-se-á pensar que este filme é apenas para amantes do Nick, tal como eu sou, mas é redutor. Este filme relata, acima de tudo, o processo criativo de um compositor. Apaixonam-me os mapas mentais que as pessoas têm para fazer algo, para a construção ou descontração de qualquer coisa. Para além de nos aproximarmos da forma atenta, cuidada, intensa com que Nick se dedica às suas músicas. E depois, pelo meio, ele fala da primeira vez que viu aquela que iria ser a mãe dos seus gémeos. Não houve naquela sala de cinema uma única mulher que tenha ficado indiferente àquele homem que, com aquele jeito desengonçado, fala do arrebatamento amoroso.

Tive de meter em segundo lugar aquela que, até então, era a minha mais bela declaração de amor, aqui.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

sobre a imponência


 - Maria, o que fizeste hoje?

 - Li histórias imponentes.

 - Imponentes? O que são histórias imponentes?

 - São histórias onde a branca de neve conhece os três porquinhos, a bela adormecida e a pequena sereia.