quarta-feira, 1 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
A quaresma dos sentidos
Parei. Há alturas em que temos de parar. Parei. Esta semana parei. Tenho tido dias tão bons e tão maus que me esgotei nas soluções que fui arranjando aos tropeções. É preciso parar. Parei. Às vezes a solução é simples: parar. Olhar com um olhar mais descansado para os problemas. Vê-los de outra forma, sem o cansaço dos dias, o corpo espartilhado do inverno, as mãos doridas de dor e a cabeça cansada de tanta coisa e coisinha por que teve de passar. Tirar férias para unicamente descansar a mona. Cuidar da cria. Lambe-la até mais não e estar atenta a este crescimento que estando diante dos meus olhos muitas vezes se me escapa. Os putos crescem acima de tudo quando não olhamos. De cada vez que vou à cozinha e ela fica na sala, a miúda dá um pulo de crescida. Na sexta foi ao cinema com a tia do coração. Saiu de casa e era uma e entrou outra, mais crescida, enebridada com o filme, a contar pormenores e com palavras que nunca lhe tinha ouvido. Pronto, eles crescem no intervalo do nosso olhar. E às vezes andamos tão a mil que nem paramos para ver com olhos de ver. Parar. É importante parar. Ir para a floresta como a minha amiga Marta foi e parar. Chorar se for preciso. Ficarmos a sós. Esta semana resolvi fazer isso. Um género de quaresma dos sentidos.
domingo, 29 de março de 2015
Folar
Enquanto a amigdalite não me permite sair de casa, dedico-me à pesquisa de receitas de folar. Este ano decidi não passar a Páscoa sem um, e de preferencia que seja bom.
sábado, 28 de março de 2015
Este mundo evoluído
Ora bem, em Portugal continental, mundo evoluído, uma tipa como eu, com uma amigdalite aguda que só passa com penicilina, já vai no segundo antibiótico porque não há penicilina nos nossos hospitais. E eu que achava que leite e penicilina seriam coisas que nunca faltariam, nunca.
quarta-feira, 25 de março de 2015
As diferenças entre pais e mães
Com a filha nas urgências. Há mães com filhos e pais com filhos. os filhos que vieram com as mães, têm as progenitoras coladas a eles à medida que as crias andam a descortinar o espaço; os progenitores estão sentados, a ler ou a ver o telemóvel e deitam 'um olho' assim de soslaio.
domingo, 22 de março de 2015
Monsanto
Voltarei.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Em Idanha-a-Nova
Estou em Idanha-a-Nova, uma terra maneirinha que me leva até a minha Santa Marta de Penaguião, pequena, quase uma terra que cabe no bolso. Sinto-me sempre em casa em sítios assim, embora seja muito urbana. Sei que serei sempre uma ponte: a mulher que ama a aldeia mas que não consegue viver sem ser numa grande cidade.
Aqui o tempo é lento. Calmo. Dinâmica quase nem se sente e eu pareço imbuída de um espírito meio lastro.
Acordei mal disposta com a água fria com que fui abençoada no banho, mas depois, a rua abraçou-me tão calmamente que serenei.
Aqui o tempo é lento. Calmo. Dinâmica quase nem se sente e eu pareço imbuída de um espírito meio lastro.
Acordei mal disposta com a água fria com que fui abençoada no banho, mas depois, a rua abraçou-me tão calmamente que serenei.
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