Sempre que coloco opera a minha filha diz que está uma senhora aos gritos na sala.
Hoje ouço madame Butterfly que adorooooo. Falta-me a coragem para deixar tudo por fazer e deitar-me no sofá com um copo de vinho, fechar os olhos e ouvir, apenas ouvir, como se o mundo se transformasse num gigante palco de espetáculos.
Vou aspirar a casa.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
Fé na humanidade
Às vezes perdemos pessoas e nem
sabemos porquê. Noutras ganhamos e também não sabemos como foi que tamanho
milagre se deu. A vida vai-se dando a conhecer num equilíbrio curioso. Hoje,
estava no meu trabalho e recebi um envelope. Abri e estava lá um belo fio com
uma dedicatória da minha amiga Marta. Fiquei ali, assim, parada a olhar. E
nesse preciso momento, num momento tão breve quanto intenso, soube que a vida
trata dos seus, lambe as feridas, cuida e mima, basta que tenhamos, para isso, fé.
Obrigada minha querida Marta.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A rapariga no Comboio
Comprei o livro A Rapariga no
Comboio de Paula Hawkins há dia e meio e não obstante de andar sempre a
queixar-me que não tenho tempo para fazer ginástica, para isto e para aquilo,
já meti no bucho 320 páginas, ou seja, a totalidade do livro. Há muito que não
apanhava um livro que me fizesse cortar nas horas de sono, de tempo com a
família, na cozinha apenas para o ler com uma sofreguidão que até me provocou
dores de cabeça. Mesmo. Isto é a sério. Se gosta de livros de suspense, este
está assim, ao nível da única Agatha Christie. E mesmo quando o fim espreita e descobrimos
a trama, vejam a magia do bicho, nem aí o largamos.
terça-feira, 2 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
Cerejas
De repente, os 400km que nós distanciam, são aniquilados. Meu pai apanha as cerejas e mete numa caixa e manda, pagando pela encomenda aquilo que me daria para comprar sei lá quantos quilos de cerejas. Mas ele diz que estas são melhores, não têm químicos e a 'menina deve comer fruta da época e biológica'. E a verdade é que a miúda anda feliz pela casa a dizer que as cerejas do avô Rocha são as melhores. E são. Quando se gosta, não há longe nem distância.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
sem palavras
NO passado dia 26 lancei a
biografia de Fernando Lima Bello e contei com a presença da minha filha que,
durante a minha intervenção, me olhava num sossego invulgar. Quando nos
encontrávamos no meio do transito a caminho de casa, só as duas, disse-me:
- Mamã, tenho muito orgulho em
ti.
E eu embevecida perguntei-lhe:
- Porquê, filhota?
E ela suspirou fundo e disse:
- Não sei, mas tenho.
Foi ali, naquele segundo, que o
dia valeu a pena e tudo o resto, em absoluto, foi secundário.
sábado, 16 de maio de 2015
A casa dos livros
A miúda adora livros e estupidamente ainda não a tinha levado a uma biblioteca, mais estupidamente ainda, vivo perto de uma das melhores-a de Oeiras. Calhou a ser hoje e ela ficou siderada. Aquilo não é para menos. As técnicas ajudam, os miúdos andam perfeitamente à sua vontade ( as regras passam por estimar os livros) e o difícil foi arranca-la de lá.
Eu sou do tempo em que tinha de esperar três semanas pela carrinha da gulbenkian para ter os meus tão adorados livros e se eu tivesse uma biblioteca à mão de semear ficava feliz; agira tenho e nunca lá vou.
A miúda trouxe dois livros para casa. Sabe que não são dela e como tal tem de estimar e aprender a respeitar os objetos ( coisa que com os seus livros nem sempre funciona) e prometi-lhe levá-la amiúde. E foi vê-la feliz com está tão simples promessa.
Há quanto tempo não levam os vossos filhos a uma biblioteca?
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