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sábado, 20 de junho de 2015

Consciência alimentar precisa-se

Para uma pessoa que gosta tão pouco de praia como eu, só podia ter tido uma filha que precisa de praia como de pão para a boca. 

Lá fui, cedo como se quer, apanhar banhos de sol. 
Ao meu lado uma família. Ela gordinha, ele médio e o filho, com cara de miúdo de 11/12 anos, mas num corpo gigante. Só o puto e a mãe beberam litro e meio de ice tea em duas horas. Estava fresquinho, via-se e sentia-se na satisfação com que o emborcavam. Comeram pasteis de bacalhau, rissois e quando o puto disse que não lhe apetecia um gelado, a mãe insistiu. O gelado tem leite, disse-lhe. Foi-lhe buscar um bem grande. Fiquei Ali colada  aquela família cheia de atenção e amor para com o filho, no entanto a encherem-no de colesterol até ao pescoço. Temos tanto para fazer em termos de consciência alimentar. 


sábado, 13 de junho de 2015

Estes sábados de manhã

A fazer rissois. No fundo, está a imitar-me. Devemos ter consciência que eles absorvem muito do que nos vêem fazer e ser. 


quarta-feira, 10 de junho de 2015

O meu 10 de Junho

Sempre que coloco opera a minha filha diz que está uma senhora aos gritos na sala.

Hoje ouço madame Butterfly que adorooooo.  Falta-me a coragem para deixar tudo por fazer e deitar-me no sofá com um copo de vinho, fechar os olhos e ouvir, apenas ouvir, como se o mundo se transformasse num gigante palco de espetáculos.

Vou aspirar a casa.


terça-feira, 9 de junho de 2015

Fé na humanidade

Às vezes perdemos pessoas e nem sabemos porquê. Noutras ganhamos e também não sabemos como foi que tamanho milagre se deu. A vida vai-se dando a conhecer num equilíbrio curioso. Hoje, estava no meu trabalho e recebi um envelope. Abri e estava lá um belo fio com uma dedicatória da minha amiga Marta. Fiquei ali, assim, parada a olhar. E nesse preciso momento, num momento tão breve quanto intenso, soube que a vida trata dos seus, lambe as feridas, cuida e mima, basta que tenhamos, para isso, fé. 


Obrigada minha querida Marta

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A rapariga no Comboio


Comprei o livro A Rapariga no Comboio de Paula Hawkins há dia e meio e não obstante de andar sempre a queixar-me que não tenho tempo para fazer ginástica, para isto e para aquilo, já meti no bucho 320 páginas, ou seja, a totalidade do livro. Há muito que não apanhava um livro que me fizesse cortar nas horas de sono, de tempo com a família, na cozinha apenas para o ler com uma sofreguidão que até me provocou dores de cabeça. Mesmo. Isto é a sério. Se gosta de livros de suspense, este está assim, ao nível da única Agatha Christie. E mesmo quando o fim espreita e descobrimos a trama, vejam a magia do bicho, nem aí o largamos.

sábado, 30 de maio de 2015

Cerejas

 De repente, os 400km que nós distanciam, são aniquilados. Meu pai apanha as cerejas e mete numa caixa e manda, pagando pela encomenda aquilo que me daria para comprar sei lá quantos quilos de cerejas. Mas ele diz que estas são melhores, não têm químicos e a 'menina deve comer fruta da época e biológica'. E a verdade é que a miúda anda feliz pela casa a dizer que as cerejas do avô Rocha são as melhores. E são. Quando se gosta, não há longe nem distância.