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sexta-feira, 26 de junho de 2015

dos afetos virtuais

As mãos que afagam o teu cabelo podem estar a quilómetros de distância de ti. É esta a frase que me surge quando vejo esta imagem. É como se não víssemos o sitio onde nos encontramos mas quiséssemos ver onde não estamos e acabamos perdendo ambos.
Vivemos o mundo dos afetos das redes. Um dia já nem sabemos tocar. Morreremos quando deixarmos de sentir.
Bom dia.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

auto estima

Foi-me dito que a auto-estima é fundamental para que não permitamos que nos façam mal. Por isso, insisti em incuti-la na educação da minha filha. Hoje, ao ver o seu reflexo no vidro ela disse: que menina tão bonita, mamã! e eu pensei que se calhar estou a exagerar.


sábado, 20 de junho de 2015

Consciência alimentar precisa-se

Para uma pessoa que gosta tão pouco de praia como eu, só podia ter tido uma filha que precisa de praia como de pão para a boca. 

Lá fui, cedo como se quer, apanhar banhos de sol. 
Ao meu lado uma família. Ela gordinha, ele médio e o filho, com cara de miúdo de 11/12 anos, mas num corpo gigante. Só o puto e a mãe beberam litro e meio de ice tea em duas horas. Estava fresquinho, via-se e sentia-se na satisfação com que o emborcavam. Comeram pasteis de bacalhau, rissois e quando o puto disse que não lhe apetecia um gelado, a mãe insistiu. O gelado tem leite, disse-lhe. Foi-lhe buscar um bem grande. Fiquei Ali colada  aquela família cheia de atenção e amor para com o filho, no entanto a encherem-no de colesterol até ao pescoço. Temos tanto para fazer em termos de consciência alimentar. 


sábado, 13 de junho de 2015

Estes sábados de manhã

A fazer rissois. No fundo, está a imitar-me. Devemos ter consciência que eles absorvem muito do que nos vêem fazer e ser. 


quarta-feira, 10 de junho de 2015

O meu 10 de Junho

Sempre que coloco opera a minha filha diz que está uma senhora aos gritos na sala.

Hoje ouço madame Butterfly que adorooooo.  Falta-me a coragem para deixar tudo por fazer e deitar-me no sofá com um copo de vinho, fechar os olhos e ouvir, apenas ouvir, como se o mundo se transformasse num gigante palco de espetáculos.

Vou aspirar a casa.


terça-feira, 9 de junho de 2015

Fé na humanidade

Às vezes perdemos pessoas e nem sabemos porquê. Noutras ganhamos e também não sabemos como foi que tamanho milagre se deu. A vida vai-se dando a conhecer num equilíbrio curioso. Hoje, estava no meu trabalho e recebi um envelope. Abri e estava lá um belo fio com uma dedicatória da minha amiga Marta. Fiquei ali, assim, parada a olhar. E nesse preciso momento, num momento tão breve quanto intenso, soube que a vida trata dos seus, lambe as feridas, cuida e mima, basta que tenhamos, para isso, fé. 


Obrigada minha querida Marta