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sábado, 1 de agosto de 2015

A minha praia

Fim de semana na praia. Não na praia da minha infância, mas na praia onde criei afetos e memórias que bem poderiam ser a da minha infância.
 Começa a ser a praia da infância da minha filha. E isso da-lhe toda a importância. 


sábado, 11 de julho de 2015

das sobremesas boas e faceis


Gosto muito de organizar jantares em casa. De receber amigos e de ficar à conversa na intimidade do meu lar. E gosto de receber bem mas sou organizada de forma a não ficar com a sensação de ter feito uma maratona quando o jantar acaba. Por isso, ao fim de duas décadas a fazer jantares, consegui ser uma moça prática.

Hoje vou dar um jantar e fiz sobremesa que é tão fácil, mas tão fácil que pensei em partilha-la.

Tinha bolo de iogurte que fiz com a minha filha na quarta-feira. Pode ser qualquer resto de bolo. Se não tiverem, comprem do pão-de-ló básico que há em qualquer supermercado. Uns morangos, mas pode ser outra fruta qualquer e umas natas batidas. Depois é colocar camadas destes três ingredientes de forma a acabar com as natas. Meter no frigorífico e esperar pela hora de servir. Faz-se em cinco minutos e é fresquinha e boa para estes dias de calor.
 
 

domingo, 5 de julho de 2015

Grande noite, grande noite

Ontem estive na companhia de uma rapariga que é muito amiga de uma amiga minha. Foi um jantar de aniversário intimista, onde éramos apenas quatro miúdas. Uma delas apenas a vira uma vez mas aconteceu aquilo que acontece inúmeras vezes: empatia ( o contrário também acontece). E essa miúda, a Selma, é talvez a pessoa com que me deparei na vida que mais piada tem. Piada no sentido de se rir de si própria. Quantas pessoas o conseguem? Poucas, infelizmente, mas a Selma consegue falar de si como se de uma personagem de um filme se tratasse. No fim da noite, doía-me os maxilares de tanto me rir e há muito que precisava de uma noite assim. 
Deus escreve direito por linhas tortas, nem mais. 
Ficou no ar um plano, irmos a Santiago de Compostela para o ano, a pé, mas a ideia é partir do Minho. Veremos o que daqui vai sair, parece-me que o plano é ambicioso para quem tem quatro próteses na coluna e artrite reumatoíde, mas também acredito que nada é mais forte e poderoso que a mente. 


sexta-feira, 26 de junho de 2015

dos afetos virtuais

As mãos que afagam o teu cabelo podem estar a quilómetros de distância de ti. É esta a frase que me surge quando vejo esta imagem. É como se não víssemos o sitio onde nos encontramos mas quiséssemos ver onde não estamos e acabamos perdendo ambos.
Vivemos o mundo dos afetos das redes. Um dia já nem sabemos tocar. Morreremos quando deixarmos de sentir.
Bom dia.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

auto estima

Foi-me dito que a auto-estima é fundamental para que não permitamos que nos façam mal. Por isso, insisti em incuti-la na educação da minha filha. Hoje, ao ver o seu reflexo no vidro ela disse: que menina tão bonita, mamã! e eu pensei que se calhar estou a exagerar.


sábado, 20 de junho de 2015

Consciência alimentar precisa-se

Para uma pessoa que gosta tão pouco de praia como eu, só podia ter tido uma filha que precisa de praia como de pão para a boca. 

Lá fui, cedo como se quer, apanhar banhos de sol. 
Ao meu lado uma família. Ela gordinha, ele médio e o filho, com cara de miúdo de 11/12 anos, mas num corpo gigante. Só o puto e a mãe beberam litro e meio de ice tea em duas horas. Estava fresquinho, via-se e sentia-se na satisfação com que o emborcavam. Comeram pasteis de bacalhau, rissois e quando o puto disse que não lhe apetecia um gelado, a mãe insistiu. O gelado tem leite, disse-lhe. Foi-lhe buscar um bem grande. Fiquei Ali colada  aquela família cheia de atenção e amor para com o filho, no entanto a encherem-no de colesterol até ao pescoço. Temos tanto para fazer em termos de consciência alimentar.