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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dos meus livros favoritos de culinária

Já vos aconteceu comprarem um livro de culinária pelas belas fotografias, pelo grafismo, pelas histórias que a autora conta de cada receita, ser um dos vossos livros favoritos e, no entanto, nunca terem feito uma única receita dele?
 
O meu livro de culinária favorito e uma pedra que minha filha apanhou para me dar

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Papos de anjo populares - chefe Silva

 
 
Nunca vou jantar a casa de amigos que não leve um doce. É uma forma de dizer que agradeço o convite. No entanto, se no fim do jantar a sobremesa não arrecada sorrisos ou uns suspiros, fico um pouco desiludida. Queremos sempre que gostem do que fazemos. Este sábado fui jantar a casa de uns amigos. O F., das duas vezes que veio a minha casa, fiz uma feijoada e um bolo de chocolate. Só ao fim de uns tempos é que vim a saber que ele não gosta, nem de feijoada nem de bolo de chocolate. Agora, sinto que tenho de o compensar. Sempre que jantamos todos juntos, faço um doce que ache que ele vai gostar. Para mim tenho um aliado infalível: os livros do chefe silva. Não há nada mais português. E de certa forma, abrir um livro dele é quase como ter a orientação da minha mãe.
Ontem quis fazer uns papos de anjos populares. A receita está escarrapachada no Doçaria Popular Portuguesa e é provavelmente o mais fácil dos doces.
Precisa de fios de ovos (eu gosto de os fazer mas há à venda em qualquer supermercado)
Ovos moles (também os faço mas também os arranjam em qualquer supermercado)
Manteiga (podia fazer mas não me dou a esse trabalho)
 
Pegue num pequeno monte de fios de ovos e faça um buraquinho no meio. Deite uma pequena colher de ovos moles e feche o ‘ninho’. Meta um pouco de manteiga numa panela e os ninhos por cima. Leve ao lume e deixe dourar. Retire e coloque-os em papel frisado.


os meus e os do chefe Silva

terça-feira, 22 de setembro de 2015

os pais de hoje


Ontem fui a uma reunião de pais na escola onde a minha filha anda. Ter, numa sala, cerca de três dezenas de pais nunca é coisa boa. Há quem ache que os putos têm de começar a ler aos 4 e quem ache que aos cinco já têm de fazer frases noutra língua de preferência o inglês, mas se puder ser inglês e espanhol, melhor; há quem se encanite com o tipo de manual que as educadoras vão escolher e outros que acham que o importante é usarem batas. Na verdade, há para todos os gostos.

Agora os pais têm um espetro de idades que vão dos vintes aos quarentas. Dei por mim a pensar onde é que aquela malta teria passado a sua infância e adolescência. Será que algum dia fumaram algum charro? Será que andaram em campanhas pela noite dentro quando nem se sabe muito bem que ideologia se pregava? Será que namoraram no carro, no mato e em casa mesmo nas barbas dos pais? Será que lavaram sempre os dentes no fim de cada refeição? Será que nunca comeram excessos de doces? E nunca se sentiram livres para usarem roupa velha e rasgada? Será que algum dia faltaram a uma aula só porque sim? Será que tiveram a sorte de ter uma professora que ensinava com igual gana a matemática e a forma de um homem conquistar uma mulher? Não sei o passado daquela malta, sei que o que a maioria apregoa para os seus miúdos é uma vida perfeitamente higienizada, sem margem para a loucura, num caminho perfeitamente calculado. Sinistro, portanto. Sei que os putos têm o condão de refazer barreiras impostas, derrubarem ideias familiares, questionarem o mundo. E isso é bom, mas não deixo de pensar que hoje os pais são aqueles que coartam mais facilmente a liberdade dos seus filhos. É por amor. Sei que sim. Mas umas calças rasgadas e sujas no fim do dia só faz bem. UM quarto com posters a aniquilar a pintura, devia estar sempre no curriculum de cada um. E se em vez de atividades extracurriculares com regras os soltassem ao vento num jardim ou praia? A minha preocupação é que a miúda tenha tempo para brincar mesmo quando eu estou a trabalhar; muitos pais querem é que os filhos aprendam das 9h às 18h, sem parar. Se a escola acaba às 15h30, toca a mete-los no inglês, na musica, no espanhol, no judo. Vamos encher as horas com coisas, muitas coisas. Eu  quero que após as aulas a miúda descanse e brinque. Será que não sabem que se aprende muito quando se brinca? 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Das tatuagens e das pessoas preconceituosas

A noticia diz que  Victoria Beckham está a apagar tatuagens para ser levada mais a sério. Na verdade pensava que esta coisa preconceituosa contra tatuagens e outras formas de usar o corpo enquanto parte individual e una de cada um de nós, já tivesse desaparecido do planeta ou pelo menos nas sociedades mais desenvolvidas. 

Eu tenho uma no pulso. É o nome da minha filha. Não sei ver o meu corpo sem ela. É um simples nome, escrito e feito de forma romântica pelo tatuador que eu confio, que é um amigo. Em que é que este ato diminuiu a minha capacidade de raciocínio? A algo ter acontecido, só pode ter sido um acréscimo e não uma diminuição. 

Há tatuagens que dizem tanto da pessoa que as tem! É assim como com a roupa que escolhemos, os sapatos que calçamos, as palavras que usamos. 

Ler esta noticia mostra-me que ainda lidamos com um preconceito diário sobre aquilo que não tem importância alguma para o outro. Para o trabalho que realizamos. Para as opções de vida que tomamos. As tatuagens apenas dizem respeito a quem as possui.

A minha querida amiga Marta tem tatuagens lindíssimas. E é (espantem-se) uma excepcional mãe, mulher, amiga e trabalhadora; 

A primeira professora da minha filha (que saudades, Ana Matos!) é uma mulher belíssima e tem tatuagens. E é uma professora de mão cheia. 

O meu amigo Rui P. tem duas e cada uma com um significado tão intenso e sentido que só pode comover;

Podia continuar... não o faço porque há noticias tão preconceituosas que dar-lhe muita importância é alimenta-las. 


Noticia:

AQUI

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

És grande, filha


A minha filha está na 'Escola dos Grandes' e relembro, assim meio a sépia, quando me vi na sala enorme da minha escola primária. Se algum dia me senti mínima, foi nessa altura. Encolheu-se-me o coração só de a imaginar assim também. Por isso, na viagem de casa para a escola disse-lhe vezes sem conta: és grande, filha, tu és grande. Não te esqueças, grande!


Na sua escola nova

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

vamos ajudar?


Fotografar para ajudar. #fotografarparaajudar

Um grupo de fotógrafos de família, resolveu unir-se numa acção de angariação de fundos pelas crianças.

Iniciativa


A crise dos refugiados da Síria não deixa ninguém indiferente. Com um país em guerra há mais de quatro anos, as famílias sírias não encontram outra saída que não a fuga desesperada pelo mediterrâneo em direcção à Europa. São milhares que arriscam as vidas, em condições desumanas, não por uma vida melhor, mas sim pela esperança da sua sobrevivência!
Pelas crianças, principais vítimas em qualquer situação de conflito ou crise, um grupo de fotógrafos de família, resolveu unir-se numa acção de angariação de fundos simbólica.
Nós lidamos, todos os dias, com famílias e crianças felizes. Por isso, faz todo o sentido podermos usar o nosso tempo e trabalho para ajudar, pouco que seja, aquelas crianças que estão a passar por condições impossíveis. Por isso, cada um de nós irá leiloar uma sessão fotográfica, em que 100% do valor licitado será doado à UNICEF.

E como é que tudo vai funcionar?

Cada fotógrafo está a oferecer um voucher para:
  • Sessão fotográfica (bebé, criança ou família) duração de 1h-1h30
  • Entrega das imagens em suporte digital (CD ou USB)
  • Validade do voucher: 6 meses a partir da data do donativo
  • Base de licitação: 150€

As famílias interessadas em fazer a sessão devem comentar este post com o valor da sua licitação. Ou em alternativa procurar um dos colegas associados e licitar no post idêntico da respectiva página. Terão até ao dia 18 de Setembro para o fazer e, no final, a família que licitar o valor mais alto vence o seu leilão (podem licitar as vezes que quiserem para cobrir o valor anterior; cada nova licitação deverá ter pelo menos um valor de 5 euros superior à mais alta).
Uma vez o leilão terminado, o fotógrafo entra em contacto com a família. Uma Nota importante: o pagamento do valor acordado será feito directamente pela família à UNICEF e o comprovativo do donativo enviado ao fotógrafo.
Somos 30 fotógrafos a participar nesta iniciativa espalhados por todo o país. Juntos e em conjunto com as "nossas" famílias, esperamos conseguir ajudar a mudar o mundo... nem que seja o mundo de uma criança.

Esta iniciativa conta com a participação dos seguintes fotógrafos:
Tales of Light - facebook.com/Talesoflight
The Red Flying Duck - facebook.com/redflyingduck


MaryJane Photography - facebook.com/maryjanephotography.pt