Dizem que devemos começar o ano com uma peça de roupa nova, eu gosto de alterar os saberes populares: fazer um prato novo na passagem de ano. Pato com laranja foi o escolhido. O pato é caseiro( para os amantes dos animais, podem seguir para o blogue do lado) como se quer, a laranja biológica e eu a abarrotar de vontade. Temperado já está. Amanha entra no forno lento duas horas. Veremos como corre.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Bom 2016
Já dei por mim, noutros fins de ano, a fazer mil planos e percebi que, grande parte deles, sairam gorados. Hoje, à beirinha dos 44, percebo que o melhor é a surpresa que a vida oferece; são os caminhos não pensados que me vejo a calcorrear; são as insconstancias que me atraem; são as duvidas que me fazem crescer e é aquilo que não me atrevi a sonhar que farão a minha realidade. Por isso, não faço plano, nem um. Nada de nada. Até me vou livrar do frete de engolir 12 passas. O... que 2016 me trouxer, aqui estou para receber. Minto. Como uma passa grande e fecho os olhos e peço a Deus que 2016 traga saúde para o meu amor maior. É apenas isso. Se ela tiver saúde, tudo o resto será bom de ser vivido. certa que estou que não serão só coisas boas, muito menos terei só vitórias. Mas será a minha vida e ela é minha, insubstituivel e impossivel de ser vivida por outra pessoa. Como tal, de braços abertos a recebo. Um bom 2016 para cada um de vós.
domingo, 27 de dezembro de 2015
Estas manhãs
O que vêem: uma rabanada e um café. O que não vêem: a salamandra a latejar, o Marão a espreitar pela janela, a filha a fazer legos, o sobrinho a ajudá-la, o cabrito no forno de lenha e uma paz que só este Douro me traz.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Há livros que nos engolem de tão bons
"As mulheres só faltavam esfregar a xoxota na cara dele. O Ciro conheceu a Ruth na festa do Juliano e botou na cabeça que ia casar na igreja, com bolo, madrinha, véu e grinalda. Ele ficou alucinado com a Ruth. Ela era bonita mesmo, e inteligente e sexy. O Ciro acreditou que o grande amor lhe abriria as portas da monogamia. Levou uns dez anos para o casamento acabar com o tesao do Ciro. E Ciro sem tesao não era Ciro. Ele entrou num dilema terrível, falava nisso o tempo todo, não queria trair a Ruth porque sabia que era um caminho sem volta, mas a Ruth virou mãe, esposa, companheira, irmã, tudo, menos amante". Tão bom este livro da Fernanda Torres 'FIM' da Companhia das Letras
Dias de Natal
Concordo quando falam mal do consumismo do Natal, mas quando maldizem os excessos gastronômicos... Já não contem comigo. Parte do meu Natal e dos natais da minha vida foram passados entre segredos na cozinha entre uma mãe excecional cozinheira e umas tias iguais. Hoje sou eu que levo a minha filha para a cozinha. O sítio mais quente e saboroso da casa.
Feliz Natal!
( peru mergulhado em aguardente, porto, laranja, cravinho, cebola, ervas aromáticas e muitas horas)
sábado, 19 de dezembro de 2015
Com fé no futuro
No fim de semana passado estive em Ponta Delgada. Comi muito e vi pouco. O tempo não ajudou, mas daquilo que os meus olhos observaram a exposição de alunos de artes do secundário no Teatro Micaelense mostrou-me como a juventude não está perdida. Reflexões profundas e inquirições a uma vivência que, eu, no secundário, não me atrevia a ter. É Por estas e por outras que tenho fé no futuro.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Estamos sempre a aprender
A minha filha desenhou o fundo do mar. Tudo azul com uns
peixes, umas flores e uns retângulos. Olhei, comovida, e perguntei-lhe:
- OH, filha, está tão
bonito! Aqui estão as algas, ali os peixinhos, mas o que são estes retângulos?
- Mamã, são peixes.
- Peixes?
- Sim, são peixes e chamam-se
douradinhos.
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