sábado, 11 de junho de 2016
Sem ti, Inês de ana granja
Estou na feira do livro de Tomar e acabo de comprar um livro para a Aua. É uma história dolorosa mas bela. Triste e profunda mas tão genuína! É a história de uma mãe que perde uma filha mas os códigos de amor de uma mãe só outra mãe entende.
M Train de Patti Smith
A feita do livro de Lisboa é um flop. Comprei M Train de Patti Smith mais caro do que se tivesse comprado na FNAC. Mas não consigo larga-lo. Vale cada tostão que dei por ele. Fogo, se vale!
sexta-feira, 20 de maio de 2016
falar de amor
Ela estava mesmo feliz.
Mostrou-me o anel de noivado e o papel que acompanhava a caixinha de veludo. O
anel era bem bonito, mas o papel tinha um coração e um smile a piscar o olho.
Perguntei-lhe o que era aquilo. Ela respondeu-me que ele não era bom com as
palavras. Mas que é terno e romântico. Manda sms cheias de corações e smiles a
arrotar corações da boca. Uma ternura, o moço. Perguntei-lhe se ela não sentia
falta de uma palavra. Uma misera palavra. Se não a irritavam os bonecos. Mas
fiz mal, ela está na fase do encantamento. Tudo o que ele faz, é belo, os
defeitos são maravilhosos. E os corações querem dizer que ele a ama. E muitos corações
significam que ele a ama muito. Fogo, gosto bem mais do amor escrito do que o
desenhado. Escrevam. A sério, escrevam. E mesmo que não tenham jeito, dêem um
jeito que a coisa sai. Um pedido de noivado com um coração e um smile a piscar
o olho?! Valha-me Deus! Eu sabia como dar troco, mas...
sexta-feira, 13 de maio de 2016
O meu avô Luís - Sofia Pinto Coelho
Às vezes não sei o que fazer
com aquilo que dos livros fica em mim. Li ‘O meu avô Luís’ em duas noites, quando a solidão me atacou os sentidos obrigando-me a ir para o meu canto ler.
O livro
mostra mais do que à primeira vista parece quer mostrar. Um homem católico,
conservador, fascista, do Estado Novo, com seis filhos, de família apaixona-se
por uma modelo Norte Americana que conhece em Madrid. Vira a vida de pernas
para o ar e tudo o que era em si certezas, transformam-se em dúvidas.
Sofia, jornalista, escritora,
faz uma viagem em torno da sua família e é notória a sua busca da verdade não
obstante de uma ou outra descoberta mais desconcertante.
Um livro maravilhoso que
nos mostra do que o amor capaz e que, no fim, nos faz questionar esse mesmo
amor.agora este livro não me larga o pensamento
terça-feira, 3 de maio de 2016
Margarida Marante era viciada em cocaína, e depois?
Há um certo equívoco sobre o
que é uma biografia e o que não é. Se uma biografia não consta parte do todo
que é uma pessoa, não é uma biografia. No limite será uma nota ou notas sobre partes
de determinada pessoa. Nós somos um conjunto de qualidade e defeitos, vícios e
virtudes. Somos seres profissionais e pessoais. Fazer uma biografia onde a parte
pessoal não entra (como já ouvi pessoas de alto gabarito afirmarem na TV) ou
retirar certos vícios (como a polémica que estalou agora com a biografia de
Margarida Marante) não é um projeto sério. É dourar a pílula. O que é
importante relativamente ao vício da cocaína da Margarida Marante é se esse
vício existia ou não. O que se deve limar é se é boato ou verdade. Sendo
verdade, porque é que não se devia referir a ele? Ainda temos de crescer um
pouco no que às biografias dos nossos diz respeito.
domingo, 1 de maio de 2016
Dia da mãe
Posso dizer uma coisa? Não ligo
a ponta de um corno a dias de... Não ligo. Sou a mãe mais babada deste mundo e
tenho na minha filha o meu maior tesouro. um tesouro diário, indestrutível, indefinível,
imensurável e nosso. Não é um amor que seja de hoje. é desde sempre e para
sempre. Este dia, tanto como filha orgulhosa da mãe que tenho, como mãe,
orgulhosa da filha que possuo, não me diz nada. no limite, poderia comemorar
este dia no dia em que a minha filha faz anos. Foi nesse dia que nasci como
mãe. Hoje penso nas lutas dos trabalhadores e, desculpem o feminismo, na luta
de tantas mulheres a igualdade de oportunidades e salariais num mundo que ainda
é de homens. Sabiam que quando mais se sobre na hierarquia empresarial, menos
mulheres encontramos? 7% é o numero de mulheres em cargo de topo. 7%. é disto
que pretendo falar à minha filha quando ela tiver idade para entender. Até lá
vamos utilizar o dia no parque, a cozinhar um dos bolos favoritos dela e a rir
muito, como fazemos sempre que podemos.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Da nossa medicina
Fui às urgências. Dei com um médico que precisava de um workshop intenso sobre empatia. Pensei que em Portugal deviam fazer como em Israel onde os alunos de medicina são obrigados a passar hora e meia por semana com idosos a ouvirem as suas queixas, as suas dúvidas, de forma a terem uma medicina mais humanizada. Nunca entendi porque se há de ser antipático se se pode fazer o mesmo com um certo grau de simpatia. Não entendo mesmo.
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