sexta-feira, 19 de agosto de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
os nossos atletas olimpicos
Ora bem, vou entrar em jogo. Então os nossos olímpicos estão a passear no Rio? Só fazem merda? Só a Telma é que conseguiu uma medalhita senão desgraça das desgraças das desgraças. Pois, para além da Telma tivemos nove ( nooooovvveeeee ) atletas nos dez primeiros lugares. Vamos traduzir isto para quem não entende: temos nove atletas que são o que de melhor o mundo desportivo tem. E acham mesmo que aquela Malta que se esfalfa diariamente, ano após ano, alguns até conseguiram se...r os melhores da Europa, foram ao Rio passear? Porquê? Porque não há mais medalhas? De certa forma a importância das medalhas anula a importância dos lugares de topo. Quantos de vocês foram os dez melhores em alguma coisa? Refaço: quantos de vocês foram os 10 melhores do mundo em alguma coisa? Pois... E querem que fale do futebol? Que me lembre, nunca fomos os melhores do mundo, pois não? E os clubes, os grandes, permitiram que os seus melhores jogadores fossem representar Portugal no Rio? Não me parece. E ninguém fala nisto? O jogo, caros amigos, é isto: ganhar e perder. E perder não é, ao nível do olímpismo, sinônimo de fracasso ou algo medíocre. Não é. Só para finalizar, os atletas olímpicos têm apoios. Ganham até mais do que eu. Também merecem. Por isso eles estão nos dez melhores do mundo, eu nem da minha rua sou.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
leonard Cohen e Marianne
Quem realmente me conhece sabe da minha paixão pelo senhor
Leonard Cohen. Quando o vi ao vivo no Passeio Marítimo de Algés, achei que só
faltou ele ter entrado no palco em cima de um cavalo branco, qual cavaleiro.
Ali estava ele a convidar-nos para dançarmos até ao fim do mundo. Deixemo-nos
de tretas, ele é a minha banda sonora dos amores e desamores de 44 anos de vida
que já tenho em cima da alma.
Sabia que esta música tinha sido inspirada por uma amante
que se transformou em sua amiga de longa data de seu nome Marianne porque o
Leonard Cohen não é homem para subterfúgios. O seu a seu dono!
Ela estava a morrer e ele soube e escreveu-lhe uma carta.
Cada um de nós, provavelmente, diria qualquer coisa como: 'vais ver que tudo
vai correr pelo melhor’, ou entraria naqueles otimismos sem nexo que, quem está
irremediavelmente doente já não acredita da misericórdia mundana e muito menos
num milagre. Mas ele não. Ele desejou-lhe boa viagem, naquela que seria a sua
última viagem. E disse que em breve ele se lhe juntaria.
Em tempos disse e volto a dizê-lo: este homem merecia morrer
em cima de uma mulher. Apenas isto!
So long Marianne!
sexta-feira, 29 de julho de 2016
dos amores paternais
Estava no supermercado na zona
dos iogurtes e ouvi o senhor, idoso, um pouco surdo (talvez isso justificasse
ter o som tão alto) dizer para o telemóvel:
- Mas filho, vens mesmo? É que
da outra vez disseste que vinhas e não apareceste.
E ouvi:
- Vou pai, vou.
E o senhor continuou:
- Eu sei que o teu prato não
fica tão bem como a tua mãe fazia, mas...
- Pai, já disse que vou. Para
de insistir.
- Está bem, filho, vou comprar
os ingredientes e esperar que apareças.
Não sei o antes. Não conheço o
senhor. Não conheço o filho. Apenas me comoveu aquele homem, que tremia e
andava com dificuldade a tentar convencer o filho a ir jantar o prato que um
dia, a mulher e mãe, fez com preceito. Nem sei por que motivo este diálogo
mexeu comigo. Não sei... Relembro o dia longínquo, em que a minha mãe se
encontrava internada com gravidade e o meu pai, sem o mínimo saber e jeito para
a cozinha, fez uma massa com carne. Quando me sentei à mesa a massa era
aletria. Comi até ao fim, comovida com aquele jeito que ele tem, meio frio e
distante de ser, em me agradar, em me dar um certo colo, em transformar a
ausência da minha mãe em algo mais suportável.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Os filhos dos amigos
Enquanto cantava para o meu querido Vicente, relembrava quando a minha filha era assim, mínima, e as suas mãos cabiam nas minhas, e o meu colo era mais do que suficiente para a suster. Ainda hoje a embalo, lhe dou colo, mas a cada dia que passa, ela já sobra. Nas minhas mãos so cabe uma mão, no colo só cabe encolhida. Cresce assim, enquanto pestanejo. Tinha o meu Vicente ao colo e pensei nos filhos que um dia sonhei ter e que dos sonhos de múltiplos desembocaram apenas num. Mas é um filho (filha)milagre. Desmesurado. Gigante. E enquanto a minha filha me ensina diariamente a amar sem limites, a focar no que realmente é importante; os filhos dos meus amigos ensinam-me que não precisam de sair de mim para os amar assim, tanto!
segunda-feira, 25 de julho de 2016
as redes sociais...
Mantenho parte da minha
sanidade mental dando pouca importância ao que pelo facebook se vai passando.
Isto dos amores e desamores pelas causas são passageiros e, como tal, não me
indigno com absolutamente nada do que por aqui se vai dizendo. Até porque a minha
vida é fora do computador. Como tal, quando vi esta imagem, sorri, pensei o
quanto ela é profundamente errada e segui. Mas depois algo me fez voltar atrás.
é que eu serei mais a senhora da direita do que a da esquerda. Não sei da
dimensão cultural de uma ou outra, mas não é saúde que aqui está espelhada, nem
sequer níveis intelectuais, sentido de humor, senso de pertença à sociedade ou
preocupação ambiental e social... apenas espelhará uma forma de estar. Para
rematar, a minha mãe é mais a da direita e ela dá um bailinho sobre a vida a
muitas da esquerda.
Parece-me fundamental não confundirmos
abdominais com saúde, seja ela física ou mental.
domingo, 24 de julho de 2016
Acordar lentamente
A cozinha relaxa-me. Às vezes também me irrita. Mas quando combino algo, quando saio do registo de sobrevivência diária, gosto muito de me perder nos tachos.
Hoje tinha um pequeno-almoço reforçado combinado. Dão o nome de brunch mas a verdade é que toda a vida foi para mim um pequeno-almoço de fim de semana, quando se acorda tarde e de forma lenta. Quando quase nos recusamos a sentir o tempo passar. E vai-se coexistindo entre as lides domésticas, os livros e filmes.
Hoje tinha combinado um pequeno almoço. Soube tão bem!
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