segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O amor não morreu, apenas mudou de mão
Vinda de uma semana de praia reflicto (ainda sem o novo acordo ortográfico) sobre o amor. Em dez anos que para aquela praia vou, assisti a um namoro efusivo, seguido de um não menos efusivo casamento que resultou num efusivo filho, de um casal que apenas via nas férias. Nem o nome sei deles, mas o olhar, a forma, o jeito como o rapaz tratava a rapariga, prenderam-me a atenção durante anos e anos. Ele era um misto de romântico com super-homem: tratava dela com mestria,amor, atenção e defendia-a de todos os males que podiam acontecer como por exemplo uma onda maior, uns oculos espetados na areia and so one. Sendo um rapaz novo, nunca teve vergonha dos seus gestos tão belos para com ela. Achei que os iria ver envelhecer juntos até que um dia vi-o só com o filho e sem a grande e amarela aliança no dedo. Passou as férias a cuidar do puto e a mergulhar no seu Ipod. A ela nunca mais a vi. Passaram-se uns três anos. Achei que o amor tinha morrido mas este ano ele apareceu com uma nova mulher juntamente com o seu filho já bem grande. Olhei com atenção e vi-o a ter para com seu novo amor, o mesmo cuidado que sempre lhe vi com a outra mulher. A mesma atenção, a mesma dedicação e os mesmos gestos. Fiquei feliz. O amor não morreu, apenas mudou de mão.
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A nova mulher não será a namorada do filho, já bem grande?
ResponderEliminarO filho já é grande, mas cometi um excesso, porque é grande do alto dos seus 6 ou 7 anos, não mais que isso.
ResponderEliminarEntão se não é a nora,porque isso seria pedofilia, não será a ama?
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