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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Não fui eu que disse mas poderia:

«Gosto de tesão mental»

Ana Anes, Pública

3 comentários:

  1. É interessante a expressão. Sobretudo no contexto em que surge Mas o mais interessante é outra dimensão. A narrativa feminina sobre a sexualidade e a sua exposição pública. Aquela expressão na boca de um homem seria no mínimo uma vulgaridade, deselegância quando não uma obscenidade. Numa mulher é uma elegia à ultrapassagem do interdito. E que (ver o mesmo texto no facebook) suscita o entusiasmo das gajas (o termo é provocatório mas doce….) todas testemunhando, umas mais, outras menos a favor da causa. É bom que assim seja. Caiem os mitos. E percebe-se que as cabeças à solta são iguais. Mas melhor será ainda quando um homem disser que “comia-te toda” ou outra expressão equivalente isso seja tão banal para as mulheres como a expressão da Ana Anes. Diria mesmo mais banal. Afinal para que serve a dita que não seja para isso?
    JMC.

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  2. Tens razão, mas o que é curioso no comentário é a tusa à volta do pensamento, da intelectualidade, do saber, e não do fisico, da beleza. E isso é que faz a expressão ganhar asas. Não é do tipo: um rabo bom dá-me tusa. É: gosto de tesão mental. E isto é muito interessante. Ela, a Ana Anes, mais à frente no seu texto reafirma: se conheço um homem com talento, apaixono-me. Esta tipa valoriza aquilo que eu também valorizo num homem. Por isso me revi. Por isso, tantas amigas minhas se reviram no facebook.

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  3. Cuidado.Não confundir desejo com paixão.A expressão "tusa mental" é uma metáfora,assim a entendo,sob pena de ser um redundância(toda o desejo,a tusa, começa por ser mental...).
    A expressão é contagiante e a gajada no facebook animou-se e divertiu-se....não estou tão certo de ser pelas razões que aponta-há quem lamente um comentário masculino que por tão óbvio ,não surpreendeu-e continuo a pensar que muito do júbilo está mais inscrito na exposição do interdito do que na originalidade da metáfora.

    JMC.

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