sábado, 28 de janeiro de 2012
ainda o Trovador
São 0:24 da matina do dia 28 de janeiro e acabo de poisar meus pés na minha casa vinda de onde? Pois é, do O Trovador em Alvide. Não é qualquer restaurante que me leva a fazer um desvio do caminho para a minha cama para vir aqui falar dele. O Trovador do senhor manel exige-me isso mesmo. Exige-me por aquilo que me oferece de forma singela. Desta vez fomos para o peixe. E assim que uma frigideira de tamanho industrial foi colocada na mesa eu lamentei não ter levado a minha máquina fotográfica. Lamentei e por causa desse lamento interior bebi um copo do tinto da casa (e já falo do vinho mais à frente). O peixe era do mais fresco que já comi e era peixe que soube o que foi viver no mar. Era cosmopolita, o raio do bicho, nada de peixe de águas mansas e paradas. Era coisa de grande categoria. As batatas exigiam que fossem comidas aos pares, duas de cada vez num mínimo de quatro. E a acompanhar um vinho da casa que não merece ser chamado de 'vinho da casa' pela forma depreciativa com que vocês já devem estar a olhar para este post. Aquele néctar foi feito por quem sabe. E olhem que sou filha de maltinha que faz vinho. Uma delícia pegada e quando por fim acendi o meu charuto vi-me a planar. Se estivesse na minha terra, sítio onde não há palavras feias nem proibidas, teria resumido o jantar no Trovador da seguinte forma: uma tusa; mas como não estou na minha terra e até vivo paredes meias com malta fina e de bom trato, tenho de dobrar a língua e dizer apenas que se querem um restaurante onde mais importante que o espaço físico, mais importante do que ter uma gaja toda boazona à porta a riscar nomes num caderno, mais importante que ter musica ambiente for a boa da comida, então vão ali a Alvide. Não digam que não avisei.
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