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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O romantismo como desporto

Ela contava-me como ele foi romântico desde o primeiro instante. Ia buscá-la ao trabalho com flores ou chocolates. Tapava-lhe os olhos ao entrarem no apartamento dele e pegava-lhe ao colo e depositava-a num sofá repleto de pétalas. Fazia-lhe os jantares com brio e sedução. Alimentava-lhe os dias com mensagens e do seu apartamento tocava-lhe grandes melodias no seu piano de cauda. Um dia, no auge, no pico, do romantismo, a meio de um jantar, ele perguntou-lhe: «Diz-me, o que esperas de nós?» E ela com receio de dizer que se estava a apaixonar com todas as suas forças, tentou ser comedida e disse: «Não sei. E tu?» Ele pega-lhe na mão e com a sua voz rouca disse-lhe: «Nada, de nós não espero nada». E isto seria para rir se não tivesse sido verdade.

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