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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Adele

No trabalho, salvo raras exceções, tenho a TV no VH1. Gosto de música de fundo para o meu trabalho. E ultimamente passa a uma média de 53 mil vezes/dia a música da Adele, aquela em que ela morre de amor a cada silaba. Ela canta bem, sem dúvida, mas começa a ser exasperante a quantidade de Adele que tenho de levar durante o dia. Segundo o que se sabe, a música Someone like you foi escrito quando o seu ex namorado acabou tudo com ela. E ela já disse que ele é o homem da vida dela. E que sofre. E que o ama. O que quer dizer que vai continuar a escrever sobre aquela dor que dá a conhecer ao mundo através da linguagem musical. E eu nem me importava que ela fizesse essa catarse em casa, no banho, mas confesso que começa a ser demais. Ontem o VH1 cuspiu a Adele sempre na mesma música inúmeras vezes. Saí do trabalho e fui comprar a uma prenda e na loja ouvia-se Adele. Depois, fui meter gasolina e imaginem o que tocava em som de fundo na gasolineira? Pois, Adele. E eu acho que o mundo, em geral, devia matar, espezinhar, maltratar o rapaz que a abandonou e a deixou naquele lastimável estado sob pena de ela nos enlouquecer a todos. Temo que isto se alastre. Temo mesmo que ninguém controle a besta da dor da rejeição. Temo. E porque ouvir por ouvir uma música vezes sem conta sem que me canse apenas o Cohen consegue fazer. E esse, não precisa de ser abandonado para escrever lindas canções de amor, de escarnio e maldizer. Para ele basta viver. Talvez por isso sejam tão belas.

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