Tenho com os livros a mesma relação que tenho com o
chocolate: ora obsessiva, ora morna, mas nunca inexistente. Depois de um mês
onde nem conseguia pegar no livro que andava a ler, de adormecer ao fim de duas
linhas, de não me conseguir meter livro dentro, passei a ter de ler em cada
buraquinho que tenho no meu dia de apenas 24h. ‘Liberdade’ de Jonathan Franzen foi prenda do meu
irmão e aquilo mexe, prende, faz rir, faz chorar, liberta, aguilhoa uma pessoa.
Vou cozinhar e levo-o; vou para o sofá ver os bonecos com a minha filha e
levo-o; meto-o no carro para um semáforo vermelho que me apareça pela frente...
Obsessão.
Ao menos esta não engorda.

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