Tenho um amigo que sugere, como forma de acabar com as minhas horas de mau-humor, que arranje um tempo para mim. Que entre o trabalho, os pais longe, o mano perto, a filha que requer muito de mim, o marido ausente, a artite reumatoide, as proteses na coluna, as compras para a casa, os sobrinhos que arranje um tempo para me mimar sem mais ninguém por perto. Nem sei como espera ele que eu consiga, mas hoje, não me perguntem como, consegui a conjugação perfeita dos astros e estou sozinha. Não vou correr, nem fazer massagens, nem ao cinema, nada disso, coisas que outrora eu acharia que seriam as coisas que faziam o meu deleite. Hoje, sozinha em casa, vou simplesmente dar-me ao meu maior luxo: esparramar-me no sofá com o meu livro e ficar, sem horas a deitar horas fora.

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