segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A ver se fico toda enxuta
Faz hoje oito dias que fui correr com uma amiga. Sobrevivi. Fiquei feliz por ter sobrevivido e fiquei surpreendida por constatar que uma corridinha é incompatível com uma conversa. Se há algo que põe travão na boca esse algo é colocarem-me a correr. Hoje vou novamente. Se sobreviver desta vez, prometo a mim mesma passar para duas corridinhas semanais. Sei que o JMC está a chamar-me louca e a dizer que penso estar a fazer bem à saúde mas estou a destruir-me um pouco mais e coisa e tal, mas a verdade é que desde que ao subir as minhas escadas (vivo num 1º andar) me deu a sensação de morte cerebral e pulmões fora do corpo que achei que era nova demais para asfixiar. Preciso mexer o corpinho e acima de tudo preciso de algo que abata os chocolates que emborco. E procuro chegar ao estado em que uma corrida me deixa completamente relaxada relativamente ao facto de ter de trabalhar com uns mentecaptos, de viver num país que vejo a afundar-se diariamente, de constatar que afinal nunca vou conseguir chegar onde queria, no fundo, preciso de correr porque é a única forma que tenho de chamar pelas tão faladas endorfinas, as rainhas da boa disposição e do bom humor. E se elas vierem ao meu chamamento, conseguir ser feliz apesar de tudo. A E. também vai, mas como está sempre de bem com a vida, creio que vai para em dar apoio. No corpo dela, as endorfinas não fazem qualquer tipo de falta. Zerito.
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