Páginas

segunda-feira, 26 de março de 2012

As relações humanas


Olá malta, bom dia.
Aqui é segunda de manha e a temperatura está amena. Eu, embora no inicio de uma semana (motivo para algumas deprés) estou muito bem-disposta. É uma semana e peras aquela que se me apresenta pela frente. Para já, na quinta voarei rumo à Republica Checa, Praga mais precisamente, com a  E. Nunca lá fui, mas cheira-me que é o tipo de cidade que gosto. Gosto de espaços com história. Gosto de me perder por sítios onde parece que podíamos estar num outro tempo, num outro seculo, e tudo o que se me apresenta no Guia me parece intensamente apelativo. E vou com a E., que é um tudo ou nada igual a mim. Gosta das partes de uma cidade que eu gosto. Parece-me que, excluindo as saudades que vamos ter dos nossos petizes, tudo será maravilhoso. Mas antes de quinta tenho este dia para viver e este dia já nasceu com uma boa notícia. Vou conhecer uma pessoa com que trabalho há mais de um ano. Ela é tradutora e está na India. Se ao início torci o nariz a uma relação profissional deste género (ai e tal é longe e temos de pensar na diferença horaria, e se precisar de falar com ela como faço?) hoje a relação profissional está mais que sedimentada. E está pelo profissionalismo dela e pela relação de proximidade que estabelecemos. Acabamos por mandar um pouco de nós nos emails, misturamos vida pessoa com profissional e acabamos por querer saber uma da outra mesmo à distância. Vai-me contando coisas da India e vou-lhe contando coisas de Portugal. Do meu Douro, desta Lisboa que me apaixonada e aprisiona dia a dia. Sabemos o tempo que vai estando na cidade de cada uma. A comida também tem honras de ser mencionada. E hoje, numa visita relâmpago que ela fez a este Portugal, combinamos almoçar. E estou tão entusiasmada. Mas tão entusiasmada. E vocês devem estar aí a torcer o nariz e a pensar: entusiasmas-te com pouco! Pode ser que tenham razão, mas é nas relações de amizade que me sustento muitas vezes. São as relações de amizade que me dão as melhores historias de vida. E são as relações de amizade que me lambem as feridas de quando em vez. Por isso, não é pouco enriquecer o nosso conhecimento humano, não é mesmo pouco. E estou feliz por isso. Aqui o tempo continua ameno.

Sem comentários:

Enviar um comentário