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quarta-feira, 28 de março de 2012

expresso da meia noite


Ontem revi este filme de 1978. Lembro-me de o ter visto há muito tempo atrás. E sei o que já nessa altura ele me disse. Ontem revi-o e voltou aquela sensação de nó na garganta. A história é baseada em fatos verídicos (embora muita polémica exista à volta desta veracidade) e retrata um período de vida de um jovem americano que estando de ferias da Turquia lembra-se de querer levar para os EUA haxixe. É um jovem, de boas famílias, com uma namorada maravilhosa, ou seja, um jovem estável, portanto. É apanhado no aeroporto e passa anos numa prisão turca degradante, com polícias que os tratam sem qualquer dignidade e num dia a dia onde têm de aprender a sobreviver. É violentado, espezinhado e vive sem direitos. Na verdade, o miolo não interessa para aqui, o que interessa é como, por vezes, a falta de misericórdia, de compaixão, de amor pode transformar um ser num pedaço desumado de raiva e ódio. A prisão não o fez apenas arrepender-se de ter tentado levar haxixe para o seu país de origem, a prisão fez com que deixasse de ser alguém, de ser um filho, um namorado, um irmão, um amigo, deixou de ser um humano.

Como podem os meios de repreensão utilizados pela sociedade funcionarem ao contrário? Qual o intuito de transformar humanos que erraram em gente sem valor humano? Não sei... apenas reflito.

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