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sexta-feira, 2 de março de 2012

Queixo-me, mas nem me devia queixar

Ontem, quando cheguei ao sítio da exposição, vi meu coração rebolar pelo chão quando o A. me ofereceu um quadro (o meu favorito) por ter escrito o texto para o seu catálogo. Fiquei siderada. Calada e apenas o abracei e lhe agradeci, com as lágrimas nos olhos. No fim da exposição terei em minha casa um quadro onde o desenho de uma janela me deixa ver o casario de Lisboa. Há naquele quadro qualquer coisa de mágico: porque nos levita. E agora é meu. Quando me vim embora, olhei para ele, na parede, no meio dos outros seus irmãos e disse-lhe baixinho: porta-te bem, um dia destes venho-te buscar.

E hoje, até me podem oferecer mundos e fundos pelo quadro, não o vendo porque é de um valor inestimável.  
Obrigada A, obrigada.

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