Ontem, quando cheguei ao sítio da exposição, vi meu coração rebolar pelo
chão quando o A. me ofereceu um quadro (o meu favorito) por ter escrito o texto
para o seu catálogo. Fiquei siderada. Calada e apenas o abracei e lhe agradeci,
com as lágrimas nos olhos. No fim da exposição terei em minha casa um quadro
onde o desenho de uma janela me deixa ver o casario de Lisboa. Há naquele
quadro qualquer coisa de mágico: porque nos levita. E agora é meu. Quando me
vim embora, olhei para ele, na parede, no meio dos outros seus irmãos e
disse-lhe baixinho: porta-te bem, um dia destes venho-te buscar.
E hoje, até me podem oferecer mundos e fundos pelo quadro, não o vendo
porque é de um valor inestimável.
Obrigada A, obrigada.
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