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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Amigos improvaveis


Tenho fascínio por tudo o que é real ou tudo o que parte da vida real. Entre um romance ficcionado e um real, vou para o real; entre um ensaio e uma biografia, vou para a biografia e se no écran, antes do início efetivo do filme aparecem as palavras mágicas: baseado em factos reais, e logo a minha atenção sob para estratos inimagináveis. E este filme, baseado em factos verídicos, e que está a ter um sucesso retumbante em França, merece de cada um de nós a nossa maior atenção. É mais que um filme de uma relação de amizade improvável. É a luta pela dignidade de um homem que só mexe do pescoço para cima e de um outro homem que nunca teve alguém que tenha acreditado nele. Depois um é rico o outro pobre. Depois um não tem saúde e o outro tem-na toda. O filme pode ser visto de inúmeros primas, desde políticos ou sociais, mas aquilo que mais me encantou foi o facto de ali não caber a pena, a comiseração. É a luta de um tetraplégico pela sua dignidade e a sua busca por alguém que olhe para ele para além da sua deficiência. E consegue. E conseguimos. E o filme, com tudo o que tem para ser triste, é de uma alegria contagiante. E eu ainda tenho gravada na memória a cena em que ambos vão para o parapente sob a voz da Nina Simone. Queria que o filme ficasse ali. Que a cena fosse filmada por longos minutos. Dos filmes que valem a  pena ver. Das vidas que são bem vividas. Dos encontros mágicos que o universo proporciona.


Apresento-vos os reais protagonistas:



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