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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

do meu trabalho - entrevista a Fátima Mendonça


Andei angustiada dias e dias. Saber que a ia entrevistar deixou-me assim. Por um lado, fazer entrevistas é o que mais gosto; pelo outro é o trabalho que mais me desgasta, mais me esvazia, mais me consome, que mais me exige. E ela chegou perturbada com uma multa, uma maldade ainda fresca e eu pensei que não a ia conseguir, que a perdera. Mas não perdi. Ficamos ali, a tecer vidas, a ouvir como o medo nos pode paralisar, mas também como o mesmo medo pode ser a combustão para seguirmos em frente. Ela, uma mulher bonita; eu, aquela que ‘tem uns lindos óculos’. No fim, pedi-lhe para assinar o meu catálogo da sua exposição. Assinou. Deu-me e disse ‘gostei muito’. Por hoje chegou. E foi bom.
 
A data está errada, mas tudo o resto está perfeito

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