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quarta-feira, 7 de junho de 2017

a casa da árvore

nunca fui feliz nesta casa e não me imagino a sê-lo. desatei à procura de uma nova casa numa altura onde, parece, que o mundo e arredores descobriu Lisboa e periferia. A minha decisão de mudar foi toda numa altura onde o resultado de conseguir algo foi muito mais difícil do que poderia imaginar. mas encontrei. E encontrei a casa que me diz que, talvez ali, possa voltar a sorrir. É a minha casa da árvore. Estou tão entusiasmada que até me apetece mudar o nome deste blogue para A Casa da Arvore. Tatuar A Casa da Arvore no meu ombro. Fazer aletria e colocar, em letras primorosamente feitas a canela: A Casa da Arvore.

na verdade, não há outra hipótese do que tentar ser feliz ali. Não há. não há mais sitio onde possa ser. estou oca como pode estar uma galinha pronta para o recheio. oca e preciso voltar a encher. encher do que gosto. da musica. do cinema. dos livros. da minha comida. de uma cozinha onde me sente na bancada a beber um copo enquanto espero que o forno apite. preciso de me reconstruir. fazer jantares para amigos. para mim, para nós as duas. habituar-me aos novos sons.


vou viver para um género de vivendinha, sem ninguém por cima nem ninguém por baixo. eu, ela e a arvore.

chega perfeitamente. É lá que vou sentir vontade de aqui vir mais vezes. é lá.

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