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terça-feira, 10 de abril de 2012

Autobiografia Imaginária - Valter Hugo Mãe

' Tenho uma relação muito erótica com o Rubem Fonseca. Se estamos a falar na escrita como um investimento inesgotável no prazer, é melhor irmos diretos ao assunto. Leio os livros de Rubem Fonseca e sinto prazer e gosto mais dele do que devia. (...)Eu, se tivesse oportunidade, dormia quietinho ao lado do Rubem Fonseca, quietinho para não o incomodar e, de vez em quando, abria os olhos para o admirar e acreditar que existe.
Andei no Brasil a ver se alguém mo apresentava. Todos contavam aquela história de que é um escritor fora dos circuitos e que rejeita conversas literárias. O negócio dele, diziam-me, é andar feliz e gente de saias. Tinha prometido a mim mesmo que, se fosse necessário, arranjava um kilt só para o tramar'. 

Como não gostar do que este rapazinho, gordinho e feio, escreve? Adoro, adoro e eu também gostava de dormir ao lado dele, assim, só para o olhar e ver que afinal existe e é real.

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