Quinta do Vallado reserva branco
Quando comecei a beber vinho, comecei pelo branco. Na
verdade não foi bem assim, comecei com ambos, tinto e branco, mas na altura,
era eu uma adolescente, o tinto não me encantava. Adorava o branco e foi com o
branco que comecei a gostar de vinhos e
a tentar perceber alguma coisa da poda. Com a minha maturidade, e curiosamente
aconteceu o mesmo a uma série de pessoas minhas conhecidas, fomos entrando nos
tintos. E como todos os gostos adquiridos, ficou para sempre. Ainda hoje
prefiro tinto ao branco seja com carne, peixe, vegetais ou simples copo de
vinho a entrar pela noite dentro. Mas abro exceções. Principalmente se for
acompanhada do meu irmão que me dá sempre a conhecer grandes e bons vinhos
brancos. Desta vez foi o Vallado branco reserva. Mas deixem-me compor o
ramalhete. Fomos jantar a um restaurante nas Azenhas do Mar com o mesmo nome e
que tem os pés na água. Estava um vento desgraçado, mas a ventania ao fazer
levantar a espuma que se acumulava na praia dava-me a sensação de um espetáculo
único. O menu foi robalo (meu irmão
queria robalo à força) de mar, malta, de mar, gordinho e grande, grelhado. Como
achei demasiado saudável, insisti numa morcela frita com puré de maça para
entrada. Delicioso. E então veio o Vallado e veio muito bem. É um pouco cítrico
demais para o meu gosto, mas gostei e gostei de tal maneira que vieram duas
garrafas. Bem fresco, como a noite, e ficamos ali a deitar conversa fora
enquanto o álcool subia em nós e nos fazia rir daquilo que, o mais provável,
era pôr-nos a chorar. Há noites quase perfeitas.
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