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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Quinta do Vallado reserva branco


Quando comecei a beber vinho, comecei pelo branco. Na verdade não foi bem assim, comecei com ambos, tinto e branco, mas na altura, era eu uma adolescente, o tinto não me encantava. Adorava o branco e foi com o branco que comecei a gostar de vinhos  e a tentar perceber alguma coisa da poda. Com a minha maturidade, e curiosamente aconteceu o mesmo a uma série de pessoas minhas conhecidas, fomos entrando nos tintos. E como todos os gostos adquiridos, ficou para sempre. Ainda hoje prefiro tinto ao branco seja com carne, peixe, vegetais ou simples copo de vinho a entrar pela noite dentro. Mas abro exceções. Principalmente se for acompanhada do meu irmão que me dá sempre a conhecer grandes e bons vinhos brancos. Desta vez foi o Vallado branco reserva. Mas deixem-me compor o ramalhete. Fomos jantar a um restaurante nas Azenhas do Mar com o mesmo nome e que tem os pés na água. Estava um vento desgraçado, mas a ventania ao fazer levantar a espuma que se acumulava na praia dava-me a sensação de um espetáculo único.  O menu foi robalo (meu irmão queria robalo à força) de mar, malta, de mar, gordinho e grande, grelhado. Como achei demasiado saudável, insisti numa morcela frita com puré de maça para entrada. Delicioso. E então veio o Vallado e veio muito bem. É um pouco cítrico demais para o meu gosto, mas gostei e gostei de tal maneira que vieram duas garrafas. Bem fresco, como a noite, e ficamos ali a deitar conversa fora enquanto o álcool subia em nós e nos fazia rir daquilo que, o mais provável, era pôr-nos a chorar. Há noites quase perfeitas.

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