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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Shame - vergonha


O filme é cru. Não é para meninos nem meninas pudicas. Não é para quem se ofende com um corpo nu, sexo explícito, linguagem sem artifícios. Não é… é um filme para quem gosta de verdadeiro cinema daquele que nos leva para realidades existentes.

Pretende, se é que sabemos o que o realizador pretende com o filme, mostrar de que é feito um homem que é viciado em sexo, em pornografia e que consegue foder, sim, a palavra aqui é esta, não é fazer amor, dizia eu, um homem que consegue foder mas não consegue fazer amor. Não consegue ter uma relação mais séria, mais íntima, se quisermos ser verdadeiros. Daquela intimidade que não é feita apenas de corpo no corpo, mas de desnudez mental. Ele não consegue. Profundamente racional, metódico, leva a vida entre uma profissão que nos parece bem conseguida e um vício constante de estar em cima de uma mulher. Tesão descontrolado que ele pensava controlado. Um lado oculto que não sabemos, quem está a ver o filme, se conhecemos alguém assim. É provável que sim, sabemos lá os mundos que quem nos rodeia esconde.

Depois vem a irmã mais nova. Uma irmã que também ela se desnuda para se esconder. Um filme. Um grande filme. Um belíssimo (em todos os aspetos) ator e se quer fazer alguma coisa de útil neste fim de semana, veja-o. E acima de tudo, reflita-o.



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