Eu não sou
grande adepta de futebol. Não conheço de cor os lances, não consigo discutir
taco a taco com o meu sobrinho de 9 anos sobre o último jogo entre o Porto e o
Benfica e é com dificuldade que consigo definir quem é o jogador de cada clube.
Posto isto parece-me que tem de haver um limite entre o que cada um de nós é ou
deixa de ser. Passo a explicar. Não entendo os que dizem que preferem o Messi
ao Ronaldo ou que o Guardiola é melhor que o Mourinho. Que merda é essa? Por
muito puto que o puto do Ronaldo seja e por muito giro (e bom, muitooo bommm)
que o Guardiola seja, os nossos devem ser sempre os melhores (mesmo que não
sejam). Eu, por exemplo, já fui do Barcelona quando o Figo jogava no Barça e
agora sou do Real Madrid porque tem o Ronaldo e o Mourinho. Serei de um clube Finlandês
quando um dos nossos jogar lá e serei Nepalês se um dia o Mourinho for para lá
treinar uma equipa. Sobe-se, em mim, o nacionalismo quando os nossos
confrontados com os outros. Não há volta a dar. Depois, em casa, posso achá-los
presunçosos, petulantes, vaidosos e etc e tal, mas cá fora sou dos portugueses
que estão lá fora. É simples. Não dá para se estudar em Coimbra e não ter uma
pequena paixão pela acadêmica, mesmo que o clube central seja um dos três grandes.
E ser-se de um clube deve ser um sentimento a ter-se até morrer. Não é até que
o clube ganhe, porque isso são amendoins. Serei do Porto quer o Porto ganhe ou
perca. Meu irmão será do Benfica até que a alma dele se esvaneça e é assim que
deve ser. Ninguém troca de clube porque casou com alguém que é de outro clube.
Isto porque a minha amiga S que sempre foi Portista mudou-se para o Sporting
porque o seu amor é sportinguista. Mas que raio? Não é assim. Gostar de um
clube tem de ser algo irracional. Deve-se gostar porque sim, porque se gosta e
porque se nasceu a gostar. Nada de grandes teorias ou teses de doutorados.
Gosta-se. Simples. Não se muda aos 27 anos de clube. Muda-se até aos 10 anos se
se for uma pessoa normal. Muda-se na idade adulta quando detentora de uma
doença mental. Muda-se se se provar que determinado clube provoca uma doença
degenerativa qualquer. Não se muda por mais nada, nem por ninguém. E lá fora…
se volto a ouvir alguém dizer que o Messi é melhor que o Ronaldo primeiro
pergunto se tem sangue argentino a correr nas veias; se a resposta for não,
dou-lhe uma chapadinha, pequenina, apenas para mostrar o meu desagrado. É só
isto o que tenho a dizer sobre futebol.
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