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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Futebol



Eu não sou grande adepta de futebol. Não conheço de cor os lances, não consigo discutir taco a taco com o meu sobrinho de 9 anos sobre o último jogo entre o Porto e o Benfica e é com dificuldade que consigo definir quem é o jogador de cada clube. Posto isto parece-me que tem de haver um limite entre o que cada um de nós é ou deixa de ser. Passo a explicar. Não entendo os que dizem que preferem o Messi ao Ronaldo ou que o Guardiola é melhor que o Mourinho. Que merda é essa? Por muito puto que o puto do Ronaldo seja e por muito giro (e bom, muitooo bommm) que o Guardiola seja, os nossos devem ser sempre os melhores (mesmo que não sejam). Eu, por exemplo, já fui do Barcelona quando o Figo jogava no Barça e agora sou do Real Madrid porque tem o Ronaldo e o Mourinho. Serei de um clube Finlandês quando um dos nossos jogar lá e serei Nepalês se um dia o Mourinho for para lá treinar uma equipa. Sobe-se, em mim, o nacionalismo quando os nossos confrontados com os outros. Não há volta a dar. Depois, em casa, posso achá-los presunçosos, petulantes, vaidosos e etc e tal, mas cá fora sou dos portugueses que estão lá fora. É simples. Não dá para se estudar em Coimbra e não ter uma pequena paixão pela acadêmica, mesmo que o clube central seja um dos três grandes. E ser-se de um clube deve ser um sentimento a ter-se até morrer. Não é até que o clube ganhe, porque isso são amendoins. Serei do Porto quer o Porto ganhe ou perca. Meu irmão será do Benfica até que a alma dele se esvaneça e é assim que deve ser. Ninguém troca de clube porque casou com alguém que é de outro clube. Isto porque a minha amiga S que sempre foi Portista mudou-se para o Sporting porque o seu amor é sportinguista. Mas que raio? Não é assim. Gostar de um clube tem de ser algo irracional. Deve-se gostar porque sim, porque se gosta e porque se nasceu a gostar. Nada de grandes teorias ou teses de doutorados. Gosta-se. Simples. Não se muda aos 27 anos de clube. Muda-se até aos 10 anos se se for uma pessoa normal. Muda-se na idade adulta quando detentora de uma doença mental. Muda-se se se provar que determinado clube provoca uma doença degenerativa qualquer. Não se muda por mais nada, nem por ninguém. E lá fora… se volto a ouvir alguém dizer que o Messi é melhor que o Ronaldo primeiro pergunto se tem sangue argentino a correr nas veias; se a resposta for não, dou-lhe uma chapadinha, pequenina, apenas para mostrar o meu desagrado. É só isto o que tenho a  dizer sobre futebol.

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