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terça-feira, 12 de junho de 2012
Eco-mamária ou como envergonhar uma mulher
Quando vamos fazer uma eco-mamária
não queremos que o senhor que a faz olhe para nós, que fale connosco ou
simplesmente mostre que está vivo ao nosso lado. Não queremos. Estamos ali,
deitadas de mãos atrás da nuca e desejamos que o momento acabe em dois segundos
e meio. É constrangedor. O problema é quando o tipo é igual àquele que me
apareceu ontem pela frente: falador e com a mania que tinha piada. Começou por
me perguntar a idade e quando disse quarenta afirmou: hum, mas não tem mamas de
quem tem 40 anos. Poderia explicar-lhe que as minhas mamas não podem ter menos
idade do que a idade que eu efetivamente tenho, a não ser que só conte a partir
da idade em que elas crescem. Mas nem fui por aí... passado mais uns minutos
disse que eu tinha a mama densa. Ora bem, mama densa é o quê? É bom? É mau?
Mais ou menos? Tem dias? Pensei perguntar-lhe mas não fui capaz com receio que ele fizesse uma tese do assunto.
Mais à frente no tempo ele finaliza dizendo que para quem tem a mama grande,
como eu tenho, a gravidade não fez grande estrago. E pronto, depois disto
levantei-me de supetão, despedi-me com muita rapidez e meti-me no vestiário a
tentar recuperar de um exame que espero voltar a fazer daqui a mil anos e até
lá vou pensar que densa, grande e abaixo dos 40 anos é uma mama boa. Mesmo boa.
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