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domingo, 22 de março de 2015

Monsanto




Monsanto nasceu assim, colada a uma encosta íngreme, onde por cima do casario umas pedras parecem num equilíbrio preclitante. O tempo está bem conservado, num cuidado que outras aldeias mereciam ter tido antes de se desrespeitarem urbanisticamente com a ajuda dos municípios cegos. Monsanto ali, para os lados de Idanha-a-Nova é simultaneamente pequena e grande. Apetece lá ir, subir, parar e descer. Descortinar o espelho de água que se vê do cimo. Ficar, ficar onde o relógio partiu e sentir todas as horas a passarem, sentir o vento que se faz a partir de meio da subida e desejar que seja só nossa, uma terra só nossa. Pequenina de se meter no coração como quem mete no bolso.

Voltarei.







4 comentários:

  1. É isso tudo que tão bem disseste. Já lá fui duas vezes e o sentimento foi também esse. A voltar. bjs

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    1. Obrigada. E é mesmo de se voltar. Beijinhos

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  2. Ainda bem que gostou, pois é um sítio lindíssimo, onde vou sempre que posso. Só que eu tenho a vantagem de viver em C.Branco, o que fica bem mais perto. Beijinhos

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